
Ao assistir, atônito, a pancadaria correndo solta durante a Marcha da Maconha, manifestação realizada em São Paulo no dia 21 de maio, me perguntei o que teria acontecido para que a polícia agisse com tanto rigor sobre pessoas que, aparentemente, só exerciam seu direito de expressão. Nas palavras da ex-vereadora Soninha Francine, uma das líderes do movimento, “queríamos apenas defender a mudança da legislação”. Do outro lado, no entanto, o Ministério Público Estadual e o Tribunal de Justiça entenderam que a manifestação seria um pretexto para a apologia às drogas e ao crime e anunciaram a proibição da marcha. Mesmo assim, os manifestantes decidiram realizar o movimento, e resultado todo mundo já sabe ou viu: confronto entre um lado muito bem armado e um outro cuja única arma parecia ser a palavra. Só que tem palavra que machuca tanto quanto um porrete, o que fez com que os dois lados saíssem igualmente perdedores.
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