No mundo global, multicultural, hipermoderno, como ficam as relações?

terça-feira, 06 novembro 2007, 08:49 | | Nenhum comentário
Postado por Fábio Betti 

Os hippies, então, eram um bando de marginais, desocupados.

Os malucos do Woodstock? "Meu Deus, aonde este mundo vai parar?"

Para o desapontamento de vovó Lina, o mundo não parou em lugar algum. Os jovens continuam chocando as gerações anteriores, como acontecia 20 anos atrás, aliás, como acontecia também 200 anos atrás. É parte da natureza dos jovens a rebeldia. É preciso se rebelar contra tudo o que pareça ser responsável por controlar sua vida até aquele momento, para poder crescer com as próprias pernas. O que está aí não serve mais, e o motivo principal costuma ser a falta de identificação com o autor da obra, isto é, com uma situação que o jovem não criou e, portanto, não lhe serve!

Mas… e o que acontece com os relacionamentos depois que a energia criativa de uma geração de jovens provoca seu maremoto? Depois que a onda passa – e até um tsunami passa -, há uma espécie de recuo, não um recuo à condição original, mas um evidente retorno tomando como referência o ponto de vista de quem foi com a onda até o fim.

Foi o que conteceu com o movimento hippie, que estabeleceu a lei do amor livre, mas deixou sucessores muito mais conservadores. Por outro lado, acabou também por minar os alicerces do mito da virgindade que, de tabú, virou piada: "O que? Você ainda é virgem? Nossa! O que há de errado com você?" Na época em que dona Lina já era vovó, a menina que dava era considerada quase uma prostituta, mas certamente era vista como uma vergonha familiar.

E hoje dá até para fazer sexo virtual, uma alternativa para quem, eventualmente, resolver guardar sua primeira vez no mundo físico para um outro momento.

Então, o que impede as pessoas de se encontrarem e estabelecerem relacionamentos afetivos, sexuais, confiantes e saudáveis?

Se você tem se feito esta pegunta, será que não tem uma vovó Lina dentro de você, a lhe dizer que o mundo está perdido?

Ou será que essa voz é justamente a desculpa esfarrapada que você usa para se enganar e não abrir o jogo com a pessoa amada, com medo de ouvir um não como resposta?

E se você não faz o tipo tímido e ainda está aí sonhando com o relacionamento perfeito, não vá me dizer que entra em relacionamentos com o freio de mão puxado, para não se "machucar"!

Meus Deus, aonde este mundo vai parar?

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