Você chegou a uma festa e encontrou a mulher da sua vida, o que fazer?

segunda-feira, 10 dezembro 2007, 03:23 | | Nenhum comentário
Postado por Fábio Betti 

Como saber se aquela gata que você cruzou em uma festa é mesmo a mulher da sua vida? Eu não faço a menor idéia! Mas confesso que foi, mais ou menos assim, que encontrei minha esposa. Depois do primeiro beijo, pirei o cabeção! Fiquei uma semana tentando entender o que havia acontecido comigo. Quando fiinalmente conclui que aquele encontro havia sido com a mulher com quem eu me casaria e teria filhos, fiquei aliviado. Agora, “só” faltava explicar isso a ela. Ou eu deveria antes descobrir se ela havia chegado à mesma conclusão que eu?

Na dúvida, fui atrás de uma amiga em comum, antes de partir para o ataque com tudo. A vantagem era que a tal amiga, na verdade, era minha irmã. O problema é que a clássica pergunta “ela falou de mim para você?” foi respondida laconicamente. Resolvi fentão azer uma coisa que, hoje, está totalmente fora de moda – tenho dúvidas se algum dia isso esteve na moda…. Selecionei minhas músicas preferidas na época e gravei uma fita e pedi para minha irmã que a entregasse a ela. Com isso, “obriguei-a” a me ligar. Nos reencontramos e a química foi forte. Mas como ainda não sabia direito o que ela estava sentindo por mim, fui sondando aos poucos, observando palavras e olhares, até que, dois meses depois, estávamos os dois curtindo uma viagem de 30 dias pela Bahia. Foi ali que o compromisso se fez. E, a despeito de muitos percalços no caminho, nunca mais se desfez.

Encontrei um amigo de longa data em Brasília com sua companheira. Vamos chamar os dois de João e Maria. Expliquei a eles que estava escrevendo sobre esse tema e acabei ouvindo sua história. Maria era irmã da namorada de um amigo de João. Durante dois ou três anos, João topava com Maria em festas, só que Maria disse que não lembrava direito desses encontros. Até que surgiu uma situação onde os dois estavam livres e soltos.

Ao se deparar com João, Maria teria falado: “Muito prazer.” Ao que João teria respondido: “Como assim, muito prazer? A gente já se conhece.” Ao que Maria teria pensado: “Que cara mais folgado esse e que cantada mais manjada!”

Apesar do início estranho, Maria ficou interessada – vai entender as mulheres! –  e deu um jeito de reencontrar João em uma festa. Pois é, nessa história foi Maria que se viu na vontade de ir à luta. No novo encontro, pintou um clima de agarra-agarra, que acabou, no entanto, ficando só no desejo – beijos só no rosto, embora o roçar do braço dele no braço dela já tenha deixado os dois com aquele gostinho de quero mais. Dito e feito: dois dias depois, nova festa e não deu outra.

Eles disseram que, desde então, nunca mais se separaram. João e Maria moravam em Vitória, mas, dois meses depois, João foi transferido para Brasília e Maria veio se juntar a ele seis meses depois. Hoje, eu diria que João é o homem da vida de Maria e Maria é a mulher da vida de João. Porque tá na cara: eles estão juntos e felizes. Amanhã, eu não sei… Como não sei se amanhã Cláudia continuará sendo a mulher da minha vida e eu o homem da vida dela. Essas coisas, só vou saber amanhã.

Comentário

You must be logged in to post a comment.