Será que ela o conheceu o suficiente para simplesmente desaparecer assim, sem dar explicações?
Me ocorre que, se você sente mesmo que ela é a mulher da sua vida, não dá para desistir assim tão fácil, né? Você precisa de tempo para que ela, de repente, também desperte esse sentimento por você. Ou pelo menos é nisso que você tem que acreditar! Porque se o cupido te flechou, há uma probabilidade de ele também disparar uma flecha certeira na direção dela.
Mas como fazer para ela mudar de idéia? Deixar sucessivos recados no celular ou scraps no Orkut têm tudo para funcionar como um tiro pela culatra. Ao invés de amor, você pode acabar despertando outro sentimento nela, o ódio.
Que tal mandar flores, escrever um cartão apaixonado, compor uma música, dedicar uma poesia, bancar uma serenata? Você deve estar pensando que tudo isso faz parte de um kit romântico que já foi mais empregado no passado e que hoje parece ter se tornado “demodé”.
Vim a Brasília entrevistar os ganhadores de um concurso que reconhece os talentos da terceiridade. O mais jovem talento que entrevistei foi uma senhora de 61 anos, que se aposentou como contabilista e, atualmente, preside a Cruz Vermelha em sua cidade e participa de oficinas e saraus literários, religiosamente, toda semana. Embora de origens e histórias de vida completamente diferentes, percebi que o que todos eles têm em comum é um certo saudosismo por esses tempos de inocência, um saudosismo que chega a ser comovente. Um senhor de 70 anos confessou que escolheu a música cuja interpretação lhe rendeu o prêmio, pensando nela, sua esposa, por quem se diz apaixonado há quase 50 anos.
E eu confessei também, só que em outro artigo, que, para chamar a atenção de minha esposa, selecionei minhas músicas preferidas – todas românticas! – e gravei uma fita cassete, que acabou chegando às mãos dela e suscitando um segundo e estratégico encontro. Ou seja, a tática pode até ser considerada brega ou piegas, mas, nesses tempos onde todos parecem se ocupar da palavra “resultado”, não há dúvida de que ela funcionou perfeitamente para mim.
Você não quer perder a mulher da sua vida sem um pouco de luta? Então, comece por se contagiar pelo saudosismo dos românticos. Leia Proust ou Pablo Neruda. Ouça Roberto Carlos, mas só as canções mais antigas. Vá passear em um parque cheio de flores. Assista a um por-do-sol em silêncio. Relembre seus primeiros amores. Reveja fotos de infância. Chore de saudade das coisas que já se foram até seus olhos arderem de verdade.
Recupere o romântico que você já foi um dia ou que sempre você quis ser. Deixe ele soprar confidências em seus ouvidos. Ouça seus conselhos. Siga seus instintos e atraia para si o amor que você merece ter.
Fabio querido – vc tem certeza do que está falando?!
Acha mesmo que algum “homem” em sã consciência – faria tudo isso?!?
Só mesmo os muito especiais como você… Beijo.
Certeza??? Certeza, é tudo o que eu não tenho.
Quando um homem quer realmente conquistar uma mulher, ele faz tudo isso e um pouco mais!
Sandra,
não é preciso estar com a consciência alterada para se admirar o belo, vivenciar o onírico, e sentir a vida pulsando em todas as formas de sentimentos dentro de você. Acredito porém, que quando queremos, por algum motivo (principalmente quando estamos apaixonados), nós conseguimos intensificar isso a escalas desproporcionais. Não sei se interpretei errado, mas pelo o que eu vi, quando você usou “homem” desta forma, percebi que você estava usando de um pouco de ironia. Será que os homens, de uma forma em geral, e não apenas os “especiais” não possuem sensibilidade suficiente para vivenciar todos essas experiências tratatas pelo Fábio?