… a pessoa que estiver em um melhor estado de equilíbrio emocional!
Quem manda na relação pela força pode até achar que está por cima da carne seca, mas poder sem respeito é um convite para a rebeldia. E o rebelde age sempre na sombra, para não ser pego por seu algoz e, portanto, tem muito mais chances de ser o real controlador da situação.
Quem manda na relação pela chantagem emocional também convida seu chantageado a agir às escuras, na medida em que este se vê sufocado pela pegajosa rede arremessada pelo chantagista, que joga duro e, portanto, estimula o outro a fazer o mesmo.
Costuma ser mais comum que o homem use a arma do poder e a mulher a arma do amor. No entanto, usar poder e amor como armas para subjugar ou controlar o outro são facas de dois gumes: uma hora, o tiro sai pela culatra! E, não importa se homem ou mulher, quem fizer uso desse tipo de estratégia irá arcar com as conseqüências.
Portanto, irá mandar na relação ou, para usar um verbo mais adequado, conduzir a relação para um determinado lugar quem conseguir se manter longe dessas armadilhas. Quem se mantém equilibrado, procurando ponderar os fatos e as versões dadas aos fatos, amplia sua visão e, portanto, o poder real sobre as coisas, que é dado por uma palavra mágica: consciência.
O problema é que ninguém consegue ficar acordado o tempo todo. Cochilos fazem parte de qualquer relacionamento. Essas são horas perigosas, porque, quando inconscientes de nossas intenções, atitudes e, até, de nossas ações, somos nós que nos traímos, agindo às escondidas de nós mesmos. Ao invés de darmos ao outro o poder para nos controlar, entregamos esse poder de bandeja a alguém ainda mais cruel, pois nos conhece como ninguém: nosso pequeno ego infantil, que, na maior parte das relações, costuma ser o verdadeiro mandante. E, bem, não é preciso pensar muito para imaginar o que acontece quando colocamos uma criança para tomar decisões adultas.
Lendo os 2 texto, com opniões meio distintas, como não poderia deixar de ser, acho que o texto da Sandra, com uma visão feminina da relação, abordou de forma passional o assunto, enquanto o texto do Fábio, como não poderia deixar de ser, teve um enfoque mais prático e preciso do assunto.
Acho que as 02 situações são verossímeis, mas creio que a mais correta é a que aborda o assunto como sendo uma questão de equilíbrio e postura.
afinal, nós homens, embora não pareça, somos mais interessados neste assunto do que as mulheres pensam, mas deixamos a coisa correr mais solta, pois, somos mais prát