Discutindo a relação com a violência doméstica

terça-feira, 04 março 2008, 06:48 | | Nenhum comentário
Postado por Fábio Betti 

Estava eu dirigindo calmamente por uma estradinha no sul da Bahia, para onde fomos em nossas férias de fim de ano, quando, de repente, me deparo com uma cena horrível. Ali, na beira da estrada, uma mulher corria gritando de um lado para o outro atrás de uma menina, que se protegia com as mãos, tentando inutilmente escapar dos safonões desferidos impiedosamente sobre sua cabeça e suas costas.

O que faz uma mãe se sentir no direito de bater em um filho? O título de propriedade vem junto com o de maternidade? Será que ela acredita que se a violência funciona com gado e com cachorros, por que não funcionaria com crianças?

Por que será que a “palmada pedagógica” é socialmente aceita? Adoraria aplicar esse tipo de reprimenda em muitos dos adultos que conheço… Se eu fosse injusto, pelo menos eles teriam condições de se defenderem.

Por que será que, quando vemos uma mãe ou um pai aplicando palmadas, tapas, socos ou qualquer outro tipo de violência contra um filho, não nos sentimos no dever de reagir? Podemos até sentir uma certa repulsa frente à cena, mas quantos de nós realmente interveêm em defesa da criança?

Espancamento, estupro e pedofilia são crimes, em sua maioria, cometidos dentro da própria família. Enquanto continuarmos insistindo que o assunto não nos diz respeito, quer queiramos ou não, atuamos como cúmplices do abuso. É importante discutir esta questão em casa, no trabalho, nas rodas de amigos e assumir, de uma vez por todas, nosso papel como agentes da paz e não da violência, doa a quem doer.

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