A primeira vez que escrevemos sobre este tema foi no dia 30 de novembro de 2007. O texto foi postado com o título “Homens à beira de um ataque de nervos”. Para não me influenciar sobre o que escrevi naquela época, resolvi não reler o texto, mas, se você quiser, fique à vontade. É que esta pode ser uma boa maneira de atualizar os hábitos femininos que, atualmente, têm me deixado maluco.
A primeira coisa que me vem à mente já é uma questão que deve provocar polêmica…bem, estamos aqui para isso, né? Falta de objetividade! Está aí algo que parece ser mais comum nas mulheres do que em nós, homens e, seguramente, é um fator potencial para o desespero masculino. A falta de objetividade pode tanto ser observada na hora de decidir que roupa comprar quanto na hora de escolher uma roupa para sair. Mas não é só em situações ligadas à moda que ela aparece. Aonde ir, o que comer, que rumo tomar, invariavelmente, são questões que despertam a falta de objetividade feminina. O psiquiatra Içami Tiba escreveu um livro que procura brincar com essa questão – “Homem cobra, Mulher polvo”. Ele diz que a atenção do homem é seletiva, em tubo, enquanto que a da mulher é muito mais aberta e dispersa, por isso a metáfora com os tentáculos do polvo. Uma cobra aponta para uma única direção, enquanto o polvo…
O uso de abreviações e diminutivos para chamar as amigas ou, até mesmo, você, meu caro leitor, é outro clássico que costuma nos tirar do sério. Fá, Má, Cá, benzinho, lindinho….argh!!!! E o pior é que essa doença pega. Volta e meia, me vejo chamando minha esposa de amorzinho…Eca! A convivência com as mulheres é um perigo…
Falar de detalhes de nossa privacidade para as amigas é outro hábito que deveria ser considerado crime inafiançável. Se você nem ficar sabendo desse tipo de fofoca, sem problemas, mas… e quando você fica sabendo que ela andou contando para alguma amiga detalhes de sua anatomia ou como foi a última transa de vocês? Como é que você vai encarar a tal amiga na próxima vez que encontrar com ela? Será que as mulheres não pensam nisso quando compartilham entre si o que entre nós, homens, costuma ser tratado como segredo de estado? Certa vez, minha esposa contou que uma amiga estava saindo com um cara que era insaciável na cama: tinha que transar muitas vezes numa mesma noite para conseguir relaxar. Nunca mais consegui encarar o sujeito. Ainda bem que eles acabaram se separando, pois, toda ver que o via, ficava imaginando o cara com a língua para fora gritando: “mais, mais, mais…”.
E já que chegamos na cama, quer hábito mais desconfortável do que resolver bater aquele papo logo depois da transa? Por que será que as mulheres não curtem em silêncio o Nirvana pós-orgasmo? Deveríamos andar por aí com um atestado médico, comprovando que, depois do sexo, precisamos de descanso absoluto!
Deixar calcinhas penduradas no chuveiro, cabelos no ralo da pia, sapatos espalhados pela casa são outros hábitos que já se transformaram em clássicos do universo feminino. Cada homem tem sua própria lista e, obviamente, as mulheres também fazem a delas.
Se todos nós contássemos para o outro o que mais nos incomoda, provavelmente, nossa convivência seria mais pacífica e harmoniosa – não que deixaríamos de fazer o que fazemos só para satisfazer o outro, mas, pelo menos, ficaríamos menos preocupados quando um de nós tivesse um repentino ataque de nervos. A propósito, dar “pitis”, especialmente, em público é outro hábito que costuma deixar muito homem louco por aí e, nesse caso, aposto que a recíproca é verdadeira.
Voce já está na cama, ela se deita, tudo arrumado, começa a pensar naquela tremenda morena, ela lembra que não pegou o blá-bla-bla.., levanta, acende a luz e começa tudo de novo!
Voce já está pronto, no elevador, o telefone fixo toca e ela corre para abrir novamente a porta e atender, voce fica com cara de palerma, segurando a porta do elevador até ela desligar.
Cabelo no chão? Na pia? Pô, um saco!
A moto limpinha, voce até queria sair sozinho mas ela se dispos a ir junto…tudo bem até que ela vai subvir na moto e raspa a bota no banco ou na rabeta, deixando “aquela” marquinha que nao sai