Quando olho para trás, consigo ver muitas conquistas e algumas decepções marcantes. As conquistas foram essenciais para a construção de minha auto-estima, e a maior parte das decepções me ensinou alguma coisa de novo – sobre mim e sobre o outro. Hoje, com experiência de, pelo menos, uns 10 anos encarando as “DR” de peito aberto, possivelmente, muitas dessas decepções poderiam ter sido evitadas caso eu tivesse tomado o caminho do diálogo. Isso não significa, no entanto, que haja qualquer traço de arrependimento. Como se arrepender por algo que você não fez porque não dispunha de recursos suficientes para fazer?
Um adolescente tímido como eu não podia se transformar em um adulto comunicativo sem, antes, levar muito tombo por aí. E, convenhamos, discutir a relação é muito mais difícil do que andar de bicicleta, – a não ser que você decida se jogar do alto de um morro, é claro. Porque, muitas vezes, é assim que a gente se sente quando partimos para uma “DR”: com a vida ameaçada! E, dependendo do quanto acreditarmos nessa sensação, o silêncio poderá se tornar nosso melhor amigo – ou,o que é pior, o radicalismo!
Às vezes, discutir a relação é algo tão angustiante, que aceleramos em busca de um desfecho só para acabar com essa angústia – angústia causada pelo não conhecimento prévio de onde é que a “DR” vai parar: será que vamos conseguir nos entender ou a crise irá se agravar ainda mais, levando-nos à separação? Como, para existir uma discussão, tem sempre que haver duas ou mais pessoas, ninguém tem, de fato, controle total sobre a discussão.
Tem gente que, por ansiedade, não consegue esperar o momento certo para as coisas acontecerem. Segundo a sabedoria popular, o apressado come cru, e segundo minha própria experiência, é preciso que se respeite o ritmo da “DR”. Normalmente, ela começa com cada um defendendo um ponto de vista diferente, como se houvesse possibilidade apenas para uma visão sobre a relação: a sua própria. Então, ser perde um bom tempo nesse jogo de defender sua opinião e, ao mesmo tempo, invalidar a do outro. Por mais desagradávei que isso possa ser, esse estágio é essencial para se chegar ao próximo, porque, uma hora, a gente cansa de falar e, aí, dá espaço para o ouvido trabalhar um pouco. E, como que por milagre, quando conseguimos ouvir o que o outro tem a dizer, começamos a perceber que certas coisas fazem sentido – isso, claro, se a gente não se deixar tomar pelo orgulho e pela vaidade…
Eu diria que o que torna a “DR” realmente difícil é a ameaça a nossa auto-imagem, a idéia que a gente faz de nós mesmos e a quem nos apegamos como nossa verdadeira e única personalidade. Por exemplo, você pode se achar uma pessoa bastante generosa e, no meio da discussão, de repente, se vir atuando como alguém profundamente mesquinho. Porque se há alguma coisa que uma discussão de relação provoca é nos colocar nus não apenas diante do outro, mas diante de nós mesmos. Nesse caso, a nudez é uma ótima alegoria, pois é exatamente esse o risco que corremos numa “DR”, o de ficarmos sem nossas máscaras, sem os disfarces que colocamos para esconder aquilo que, por algum motivo, nos causa vergonha. Só que colocar para debaixo do tapete o que não queremos mostrar ou ver tem o mesmo efeito obtido pela criança que brinca de esconde-esconde com os pais: não se desaparece simplesmente tapando os olhos com as mãos…
NOSSA, MUITO BOM !!!
REALMENTE ESTOU ME DEPARANDO COM MUITAS DESCOBERTAS, NÃO SOU MAIS ADOLENCENTE, MAS TAMBEM NÃO SOU UMA ADULTA EXPERIENTE, POREM DESDE JÁ PRECISO USAR OS DIOLOGOS AO MEU FAVOR E ASSIM EVITAR OU RESOLVER LOGO OS PROBLEMAS.OBRIGADO!!![img][/img]
NOSSA, MUITO BOM !!!
REALMENTE ESTOU ME DEPARANDO COM MUITAS DESCOBERTAS, NÃO SOU MAIS ADOLENCENTE, MAS TAMBEM NÃO SOU UMA ADULTA EXPERIENTE, POREM DESDE JÁ PRECISO USAR OS DIOLOGOS AO MEU FAVOR E ASSIM EVITAR OU RESOLVER LOGO OS PROBLEMAS.OBRIGADO!!![img][/img]
O negócio, Raquel, é aprender quando o diálogo com o outro é o melhor caminho e quando é preciso recorrer ao silêncio para se permitir o diálogo consigo mesmo..