Paixão fulminante… de uma noite! (aos olhos de um homem)

domingo, 12 abril 2009, 01:47 | | Nenhum comentário
Postado por Fábio Betti 

Quem nunca viveu uma paixão fulminante que nasce, vive e morre em menos de 24 horas?

Azar de quem nunca passou por isso, pois não sabe o que é ser vítima das traquinagens do cupido, um joguete na mão do acaso, que cria encontros de enorme intensidade onde antes não existia nada. É assim mesmo que a gente se sente, vítima de alguma armadilha que alguém preparou – foi o destino, é o que dizem. Mordida a isca, já nos vemos enredados nos braços do outro, no corpo do outro, cujo nome nem ainda aprendemos a pronunciar e que, aliás, não faz mesmo a menor importância.

Seu nome é luxúria, é instinto, é fogo ardente dos amantes inconseqüentes. Amanhã? Amanhã a gente vê o que faz – ou o que não faz. Na paixão fulminante, só existe o hoje, o aqui e agora onde posso tocar seu corpo, beijar seu corpo, possuir seu corpo como se o seu corpo fosse o meu próprio corpo. Nem preciso de mapa para percorrer cada trecho desse corpo que eu conheço desde sempre, porque a paixão já vem com tudo o que se precisa saber, tudo o que importa.

E se ela é tão maravilhosa, tão absoluta, afinal, por que é que vai embora? Os cientistas já provaram que a paixão é um estado que, dificilmente, dura mais de 2, 3 anos, no máximo.

Como um raio, ela surge no horizonte, explode, “causa” geral e, de repente, a tempestade já era, está tudo de volta a seu lugar, sua vidinha tranqüila e segura dentro do quadrado que você estipulou para acontecer os capítulos de sua existência. Tudo está sob controle outra vez. A paixão fulminante já foi. Foi embora com sua alta voltagem, com seu poder de arrebatar mentes centradas e corações preguiçosos. Foi embora a falta de ar e a insegurança do caminhar na corda bamba de olhos fechados, sem qualquer rede que o proteja e, mesmo assim, cheio de desejo de prosseguir se arriscando, arriscando a própria vida por ela, a paixão.

No filme “De olhos bem fechados”, o casal interpretado por Tom Cruise e Nicole Kidman está às voltas com um daqueles perigosos papos de fim de noite, na cama, quando ele, de repente, diz que duvidaria que ela fosse capaz de trai-lo. E ela, sem titubear um segundo, conta de um certo encontro com um oficial da marinha. Houve apenas um cruzar de olhos, e só isso foi quase o suficiente para que ela abandonasse o marido e a filha, largasse tudo para correr para os braços do desconhecido. Assim é a paixão, inexplicável, fulminante, arrebatadora com seu poder mágico de concentrar em um instante o prazer de toda uma vida.

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