O que fica depois do fogo, da paixão, do encontro? (visão científica e poética)

domingo, 26 abril 2009, 22:34 | | Nenhum comentário
Postado por Fábio Betti 

“A paixão é uma emoção de ampliação quase patológica do amor. O acometido de paixão perde sua individualidade em função do fascínio que o outro exerce sobre ele. É tipicamente um sentimento doloroso e patológico, porque, via de regra, o indivíduo perde a sua individualidade, a sua identidade e o seu poder de raciocínio.” É assim que a paixão é definida pela Wikipedia.

A boa (?) notícia é que esse estado doentio não dura para sempre. Segundo a professora Cindy Hazan, da Universidade Cornell de Nova Iorque,”seres humanos são biologicamente programados para se sentirem apaixonados durante 18 a 30 meses”. Ela entrevistou e testou 5 mil pessoas de 37 culturas diferentes e descobriu que a paixão possui um “tempo de vida” longo o suficiente para que o casal se conheça, copule e produza uma criança.

Portanto, se a gente acreditar nessa tese, o que vem depois da paixão? Um risco danado de você ganhar um herdeiro. Se, portanto, vocês não estão pensando em constituir família, continuem usando camisinha!

Segundo muitos poetas, a paixão é o maior combustível da vida.

Voltaire, filósofo iluminista francês, escreveu que “as paixões são os ventos que enfunam as velas dos barcos, elas fazem-nos naufragar, por vezes, mas sem elas, eles não poderiam singrar.”

Portanto, enquanto durar a paixão, curtam o quanto puderem essa doença que muita gente adoraria contrair, mesmo sabendo que ela pode ir embora como chegou: sem qualquer aviso prévio ou lógica. Afinal, como diria outro filósofo, desta vez o sisudo Hegel, “nada existe de grandioso sem paixão”.

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