Quando o envolvimento acontece dentro do ambiente de trabalho… (versão masculina)

domingo, 24 maio 2009, 22:35 | | Nenhum comentário
Postado por Fábio Betti 

O poeta e escritor argentino Jorge Luis Borges tinha uma frase muito interessante para definir o amor. Dizia ele: “Parece-me fácil viver sem ódio, coisa que nunca senti, mas viver sem amor, acho impossível.”

No fundo, todos nós sabemos disso, que é impossível viver sem amor. De repente, podemos até estar num “momento sem amor”, o que não significa, no entanto, que é algo que buscamos deliberadamente para nós, uma vida sem amor. Pelo contrário, todos buscamos um amor para chamar de nosso, o nosso amor. Mas… o nosso amor, onde pode ser encontrado?

“Eu só quero saber em qual rua minha vida vai encostar na tua”. É assim que a cantora Ana Carolina resumiu uma angústia que todos nós já sentimos. Que rua será essa? Ou será uma festa? Uma missa? Um velório? Uma viagem? Um encontro de negócios? As pessoas buscam o amor, mas que ele apareça no lugar esperado, senão…

E se o amor que você procura de repente der as caras no ambiente de trabalho? Se for amor por sua chefe o sua secretária ou sua cliente, não serve? É um amor menor? É proibido? Devo me declarar? E se rolar, guardo segredo?

Quem de nós nunca se fez essas perguntas que atire a primeira pedra! Obviamente que já passei por isso e tenho vários amigos que não apenas viveram relacionamentos no ambiente de trabalho como até acabaram se casando com colegas de trabalho. Porque o trabalho é, por menos que desejemos isso, um lugar com muitas chances de o amor aparecer. O trabalho é um lugar onde, normalmente, criamos afinidades com outras pessoas. Afinidades se transformam em identificação. Identificação pode levar tanto à amizade quanto à paixão. Esse é o risco a que todos nós estamos sujeitos.

Ah! Mas não dá para se envolver com alguém do trabalho, irão lhe dizer – os mal-amados e, às vezes, você mesmo! Realmente, transar com uma colega de trabalho dentro do arquivo morto não é lá algo muito recomendável, assim como também não é na sacristia da igreja! Embora você possa se apaixonar por uma religiosa em plena missa!

Não estamos falando de sexo no ambiente de trabalho – não temos nenhuma crítica a fazer aos adeptos dessa prática -, mas o assunto de hoje é paixão, amor, sentimento e não apenas atração.

Então, há o envolvimento e… o que fazer com isso? Devemos contar para nossos colegas? Para o chefe?

Algumas empresas entendem que o envolvimento entre duas pessoas que trabalham juntas constitui-se o que se convencionou chamar de “conflito de interesses”. Por isso, podem aplicar represálias aos amantes – transferências de áreas e, em alguns casos, até demissões são comuns. Lembrem-se: as empresas não têm sexo. Algumas também não têm coração. Por isso, apesar de vocês, pombinhos colegas apaixonados, não estarem fazendo nada de errado aos olhos da humanidade e da divindade que for, não se empolguem e saiam por aí contando a novidade aos quatro ventos. Sejam discretos, afinal, o ambiente de trabalho é lugar para trabalhar e não para namorar.

Por isso, enquanto estiverem trabalhando, continuem fazendo o que foram pagos para fazer. Embora possam não ter sexo ou coração, as empresas têm bolsos e costumam valorizar quem as ajuda a enchê-los. Fora desse ambiente, no entanto, ninguém tem nada a ver com a vida de vocês. Se quiserem trocar carícias em público ou até transar na sacristia da igreja, ninguém na empresa tem nada com isso.

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