Este tema, sugerido por um de nossos leitores, me obrigou a encarar um dos sentimentos que menos gosto em mim: o orgulho. É com ele que começo a responder a pergunta do título, mas onde ele vai me levar ainda não sei.
“Eu não te quero mais.” Quem de nós já proferiu essa dura sentença para terminar uma relação com alguém? Usando-me de exemplo, eu diria que poucos, muito poucos. Homens preferem ser mais “sutis” – leia-se: substituição da frase dura e direta por uma mentirinha, que, não raras vezes, inclui até uma mea culpa, assumindo total responsabilidade pelo desfecho. “O problema sou EU, não é você. Não sei o que está acontecendo COMIGO. Acho que PRECISO de um tempo sozinho.”
A clássica transferência de foco pressupõe, no entanto, um certo confronto, na medida em que a companheira rejeitada pode não engolir a desculpa para lá de esfarrapada. Por isso, muitos de nós preferem simplesmente o desaparecimento – desde o anedótico “vou até a padaria comprar cigarros e já volto” até o sumiço silencioso e repentino, com direito a mudança de endereço e assassinato do celular. Aparentemente, fazemos qualquer negócio para evitar a frase maldita.
O fato é que, empregando ou não a expressão, todos nós já desprezamos alguém, já jogamos alguém para escanteio, apagando seu nome de nossa lista de contatos e, até, de nossa memória. Quem nunca descartou alguém ou foi descartado? Só de lembrar das situações que vivi, e aí falo indistintamente dos dois lados, dói um bocado. O sofrimento de ser rejeitado só não é maior do que o arrependimento de rejeitar a pessoa errada.
Funciona mais ou menos assim: ocorre uma briga, nenhum dos dois lados cede, os nervos ficam à flor da pele e… merda jacta est! A decisão é tomada no ápice da crise, no calor da emoção, quando já não mais nos respeitamos, justamente, portanto, naquele momento onde nenhuma decisão deveria ser tomada.
Refletindo sobre as vezes em que fiz isso, pude identificar um desconfortável sentimento de orgulho, uma voz que diz: “eu não preciso dela. Posso tranquilamente dispensar sua companhia para viver.” E o problema é justamente esse: racionalmente, a voz está certa. Depois de tantos anos que abandonei as fraldas, posso muito bem me virar sozinho. Por outro lado, em algumas ocasiões, ficar sem a companheira dispensada acabou se mostrando uma forma de vida sem graça, vida mecânica, rotineira, enfim, uma forma de vida infeliz.
Infelizmente, não tenho como modificar meu passado. As escolhas foram feitas e suas conseqüências já ocorreram. O máximo que posso fazer é não tentar repetir os mesmos erros, agindo impulsivamente, por orgulho ou, o que me parece ser um motivo mais concreto, por pura ignorância.
Tomado pela raiva de um momento de profundo desencontro, como passar pela cabeça o filme dessa relação? Como lembrar das verdadeiras razões por que estamos juntos, dos momentos de alegria e comunhão, de nossa espantosa complementaridade, dos inúmeros exemplos de sincronia? Como fazer o balanço de uma relação no meio de uma guerra? Evidentemente, não há como. A ignorância nos faz brutos e infantis. E crianças rudes e impulsivas, de vez em quando, precisam de limites para não sair por aí prejudicando aos outros e, principalmente, a si mesmas.
Por que desprezamos o outro, falamos que não queremos e, quando perdemos, não sustentamos? (visão masculina)
segunda-feira, 18 janeiro 2010, 00:29 | | 2 comentáriosPostado por Fábio Betti
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Muitas das vezes desprezamos pessoas,que um dia já foram amadas(os) as mesmas não valorizavam a vida,fizeram muito mal a elas e aos outros,perderam o brilho,destruíram a si próprio e feriram outras pessoas.Essas pessoas por sua vez se afastaram com total desdem isso de forma merecedora.
acontece que tem muitas pessoas más,a gente estende as mãos varias vezes,ensina a caminhar,mas não adianta,se afundam e levam a gente junto.chega gente,já foi longe demais,tem que dar um basta de tudo isso,dói lógico que dói,a gente também sofre com coração em quebrantado.mas tem que fazer isso.
Ai gente chega, é isso ai mesmo que falei