Escrito por Alexandre Bez
Algumas esferas na vida são demasiadamente importantes e requerem consciência, maturidade e atitudes presentes, como a maternidade. Para adquirir essa condição de mãe, três itens são relevantes: saúde física, mental e a escolha do parceiro. Esses são os principais fatores, que alinhados a outros três aspectos, descritos abaixo, darão a base necessária para uma boa gestação e suporte emocional durante todas as fases da vida da criança. A soma de tudo isso atenua inúmeros períodos de turbulência e instabilidade que são presentes na difícil tarefa de criar os filhos.
Fatores envolvidos:
1- O Querer:
Antes de tudo, a mulher tem que querer e desejar ser mãe. A decisão é fundamental para que ela possa se doar ao filho, se consagrando como a entidade de mãe e exercendo a maternidade como deve ser. Caso não exista o desejo, faltará maturidade, atenção e carinho. A maternidade tem que ser um ato prazeroso, que traga recompensas e não doloroso gerando pesares. A mulher jamais pode ter um filho para preencher lacunas de solidão, a criança não pode ser gerada com a finalidade de apoio para compensar a falta de maturidade psicológica presente na mãe, quando ela precisa de outras pessoas para se interagir melhor no meio que habita.
2- Deficiências de Personalidade:
Mulheres com certas limitações emocionais que podem comprometer sua criação em relação aos filhos devem se abster de tê-los , assim como mulheres com problemas de estruturas de ego (egocêntricas) , pois negligenciarão o filho nas diversas etapas que o compõe desde o nascimento até a fase adulta. Esse tipo de mulher só quer cuidar de si , de sua aparência, de seu corpo, de futilidades, de seus mimos e problemas pessoais. Nesses casos, a vontade de ser mãe é superada pelo desejo contido em seu inconsciente de estar sempre em evidência.
3- O Companheiro:
A escolha do companheiro é fundamental, pois ele exerce um papel vital na vida da mãe e da criança, contribuindo com a manutenção adequada, seja ela emocional ou financeira. Mesmo em situações de produções independentes, o progenitor tem q ser escolhido e querido, de forma que ele possa desempenhar o papel de pai com louvor, inibindo o crescimento anormal da sexualidade da criança, protegendo o seu desenvolvimento psicológico sadio nas etapas dos desenvolvimentos psicossexuais, promovendo a integridade sexual da criança, coibindo principalmente uma possível relação neurótica e sexualizada entre mãe e filho, devido a ausência paterna.
Conclusão:
Com o devido preparo emocional e psicológico, somado ao pré-planejamento e as devidas condições econômicas, a mulher pode se firmar como ótima mãe, desde que tenha as condições possíveis para fazê-lo.
Alexandre Bez é psicólogo especializado em Ansiedade e Síndrome do Pânico pela Universidade da Califórnia – UCLA, e Relacionamento pela Universidade de Miami, Flórida- Membro da APA- American Psychological Association. Atua a 16 anos em Consultório.